Prefeitura Municipal de Extrema • Secretaria Municipal de Saúde

Manual Operacional

Elaboração do Relatório de Demanda / Diagnóstico de Necessidades — Acesso da População TEA/DI ao Centro Integrar (0–17 anos)
Coordenação de Saúde Mental Versão 3.0 Fevereiro 2026
Disclaimer

Este documento e instrumento técnico de apoio ao planejamento. Não substitui assessoria jurídica especializada. Recomenda-se validação pela Procuradoria Municipal e pela Diretoria Administrativa da SMS antes da adoção formal.


1. Finalidade e Base Legal

Para que serve este relatório

O Relatório de Demanda / Diagnóstico de Necessidades é o documento técnico que demonstra, com dados quantitativos e fontes verificáveis, a existência de uma lacuna assistencial que justifica a celebração de parceria com Organização da Sociedade Civil (OSC) para prestação de serviços de reabilitação a pessoas com Deficiência Intelectual (DI) e Transtorno do Espectro Autista (TEA) na faixa etária de 0 a 17 anos, 11 meses e 29 dias.

Por que este documento é imprescindível?

Sem o diagnóstico situacional, não há fundamento técnico para o Plano de Trabalho, para a Justificativa da Parceria, nem para o Parecer de Conformidade. O documento é peça obrigatória do processo administrativo MROSC e será analisado pelo Setor de Licitações, pela Procuradoria Municipal, pelo Conselho Municipal de Saúde e, em eventual auditoria, pelo Tribunal de Contas do Estado de MG.

1.1 Inserção no Processo MROSC

Este documento corresponde ao elemento obrigatório previsto no Art. 22, inciso I, da Lei 13.019/2014 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil — MROSC):

“diagnóstico da realidade que será objeto da parceria, devendo ser demonstrado o nexo entre essa realidade e as atividades ou projetos e metas a serem atingidas.”
[Fonte: Lei 13.019/2014 | Art. 22, I | Vigente]

A Lei 13.019/2014 instituiu tres instrumentos jurídicos de parceria com OSCs:

InstrumentoIniciativaTransferencia financeiraBase legal
Termo de ColaboraçãoAdministração PúblicaSimArt. 2, VII e Art. 16
Termo de FomentoOSCSimArt. 2, VIII e Art. 17
Acordo de CooperaçãoAmbas as partesNãoArt. 2, VIII-A
Nota Prática — Reunião 29/01/2026

Conforme orientação da Diretoria Administrativa da SMS, o instrumento jurídico adequado para o caso Centro Integrar/APAE é o Termo de Colaboração (Art. 16, Lei 13.019/2014), pois: (a) a APAE é uma OSC; (b) a proposta parte da administração pública (SMS); (c) hátransferência de recursos financeiros; (d) o objeto é de interesse público mútuo.

Na lógica do MROSC, o Termo de Colaboração é voltado a execução de políticas públicas. O plano de trabalho é induzido pelo poder público com objetos, indicadores e metas mínimas. A OSC atua de forma complementar ao SUS, conforme Art. 199, § 1º, da Constituição Federal.

Diferentemente do antigo regime de convênios, o MROSC introduziu uma lógica de controle por resultados, não apenas de meios. O diagnóstico situacional é justamente a peça que estabelece a linha de base contra a qual os resultados da parceria serão aferidos.

Diferença entre Termo de Colaboração e Termo de Fomento
AspectoTermo de ColaboraçãoTermo de Fomento
ConcepçãoAdministração PúblicaOSC
FunçãoColaboração para execução de políticas públicasFomento a iniciativas de interesse público das OSCs
Plano de trabalhoParâmetros minimos definidos pela Adm. PúblicaLivre iniciativa da OSC
Chamamento públicoObrigatório (salvo exceções)Obrigatório (salvo exceções)
Exemplo tipicoOSC complementando serviço SUS tipificadoOSC desenvolvendo métodologia inovadora

[Fonte: Entenda o MROSC, Secretaria-Geral da Presidencia da Republica, p. 23]

Dispensa ou Inexigibilidade de Chamamento Público

O chamamento público é regra geral para seleção de OSCs (Art. 24, Lei 13.019/2014). Entretanto, há hipóteses de dispensa (Art. 30) e inexigibilidade (Art. 31):

HipóteseBase LegalAplicabilidade ao caso
Inviabilidade de competiçãoArt. 31Alta — APAE é a única OSC no município com capacidade instalada e experiência em reabilitação DI/TEA
Urgencia (continuidade de serviço)Art. 30, VIMedia — havia parceria anterior que precisa ser retomada
Serviço complementar ao SUSArt. 30, VI c/c Art. 199 CFAlta — natureza complementar ao SUS

A justificativa técnica de inexigibilidade deve constar no corpo do ofício de provocação a OSC, conforme orientação da Diretoria Administrativa da SMS.

1.2 Contexto do Processo — Centro Integrar / APAE

O Centro Integrar, operado pela APAE de Extrema, presta serviços de reabilitação para crianças e adolescentes com DI e TEA. O processo de formalização da parceria via MROSC foi retomado em janeiro de 2026 pela nova gestão da SMS, sob orientação da Secretaria Municipal de Saúde e condução técnico-administrativa da Diretoria Administrativa.

Nota Prática — Centros de Custo Distintos

Os orçamentos de Saúde e Assistência Social são centros de custo distintos. Profissionais que já recebem custeio da Assistência Social (SMAS) não podem prestar serviço simultaneo para a Saúde no mesmo horário. Caso profissionais da OSC atuem também na Saúde, necessitam de contrato separado com carga horaria distinta.

1.3 Fluxo Documental Definido

O Relatório de Demanda é peça obrigatória que acompanha o primeiro ofício e fundamenta todo o processo subsequente:

flowchart LR A["1. Ofício SMS\n(c/ diagnóstico e\njustificativa INEX)"] --> B["2. Resposta APAE\n(manifestação\nde interesse)"] B --> C["3. Solicitação de\nPlano de Trabalho"] C --> D["4. APAE envia\nPlano de Trabalho"] D --> E["5. SMS aprova\nPlano de Trabalho"] E --> F["6. Setor de\nLicitações/Juridico"] F --> G["7. Formalização do\nTermo de Colaboração"]

Fluxo documental do processo MROSC — Centro Integrar/APAE (Fonte: Reunião SMS, 29/01/2026)

Nota Prática — Cronologia Retroativa

A Diretoria Administrativa da SMS orientou que os documentos podem carregar datas retroativas compativeis com o fluxo logico: (1) Ofício de provocação com data de meados de novembro/2025; (2) Resposta da APAE com data de dezembro/2025; (3) Solicitação do plano de trabalho na primeira semana de janeiro/2026; (4) Plano de trabalho entregue no final de janeiro/2026. Todos os documentos devem ser assinados nas respectivas datas retroativas.

1.4 Quem elabora

Coordenação técnica do Centro Integrar, com apoio da Coordenação de Saúde Mental e da area de Planejamento em Saúde da SMS.

1.5 Público leitor

Regra de Ouro

O documento deve ser autossuficiente. Um leitor externo, sem conhecimento prévio do Centro Integrar ou de Extrema, deve compreender integralmente a necessidade demonstrada, apenas com a leitura do relatório e seus anexos.

1.6 Normas de redação


2. Cabecalho Institucional

O cabecalho identifica formalmente o documento dentro do processo administrativo.

Template do Cabecalho

[BRASÃO DO MUNICÍPIO DE EXTREMA]
Prefeitura Municipal de Extrema
Secretaria Municipal de Saúde
Coordenação de Saúde Mental
Relatório Técnico de Demanda
Diagnóstico de Necessidades — Serviços de Reabilitação
para População com TEA e DI (0–17 anos)

Orientacoes de preenchimento

CampoComo obterObservação
BrasaoSolicitar ao Gabinete/Comunicação em formato vetorial (PNG alta resolução)Uso obrigatório em documentos oficiais
N. processoSolicitar a Diretoria Administrativa da SMS ou Setor de ProtocoloDeve ser aberto antes da elaboração do relatório
Responsável técnicoCoordenador(a) do Centro Integrar ou Coordenador(a) de Saúde MentalIncluir n. de registro profissional
Nota Prática — Número do Processo

Conforme orientação da Diretoria Administrativa da SMS, o fluxo documental inicia-se com ofício da SMS, é o processo administrativo deve ser formalizado antes da tramitação dos documentos técnicos. Solicitar abertura de processo ao Setor de Protocolo com antecedência.


3. Seção I — Dados Epidemiológicos

Objetivo: Estimar a população-alvo (crianças e adolescentes 0–17 anos com DI ou TEA) no município de Extrema, com base em dados populacionais e parâmetros epidemiológicos.

Inserção no MROSC

Esta seção fundamenta o Art. 22, I, da Lei 13.019/2014 ao quantificar a “realidade que será objeto da parceria”. Sem dados populacionais e de prevalência, não há como demonstrar o nexo causal exigido pela lei entre a realidade local e as metas da parceria.

3.1 Dados Populacionais — Faixa Etaria 0–17 anos

O que coletar

DadoDescricao
População total de ExtremaEstimativa mais recente
População 0–17 anosPor faixa etária desagregada
ProjeçãoSe disponível, projeção para 2026–2028

Onde encontrar

A
IBGE — Estimativas populacionais

Sistema: IBGE Cidades
URL: https://cidades.ibge.gov.br/
Caminho: Buscar “Extrema” > População > População estimada

Sistema: IBGE SIDRA — Tabela 6579
URL: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6579
Caminho: Selecionar variável “População residente estimada” > Município: Extrema-MG (3125101) > Ano: mais recente disponível

B
IBGE — Censo 2022 (dados definitivos)

Sistema: IBGE Censo 2022
URL: https://censo2022.ibge.gov.br/
Caminho: Panorama > Extrema-MG > População por idade

Dica

O Censo 2022 é a fonte mais confiável para distribuição etária. Usar dados por grupo de idade: 0–4, 5–9, 10–14 e 15–19 anos. Para extrair apenas 15–17 anos do grupo 15–19: aplicar regra de proporcionalidade (3/5 do grupo 15–19), salvo se dado por idade simples estiver disponível.

C
DATASUS — TabNet

Sistema: TabNet/DATASUS
URL: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?ibge/cnv/projpopbr.def
Caminho:

  1. Linha: Faixa etária
  2. Coluna: Não ativa
  3. Conteudo: População
  4. Período: Ano mais recente
  5. Município: 315310 — Extrema
  6. Selecionar faixas: 0–4, 5–9, 10–14, 15–19
  7. Clicar “Mostra”
  8. Exportar para CSV

Tabela a preencher

Faixa etáriaPopulação (Censo 2022)FonteData consulta
0–4 anosIBGE Censo 2022__/__/2026
5–9 anosIBGE Censo 2022__/__/2026
10–14 anosIBGE Censo 2022__/__/2026
15–17 anosIBGE Censo 2022 (proporcional)__/__/2026
TOTAL 0–17 anos
Armadilha Comum

Não usar “população residente” do e-SUS AB (cadastro da Atenção Básica) como proxy de população total. O e-SUS reflete apenas a população cadastrada, que pode ser significativamente inferior a população real.

3.2 Prevalência Estimada — DI e TEA

Parâmetros de referência

ParâmetroValor referênciaFonte
Prevalência global de deficiência15,6% da populaçãoOMS, Relatório Mundial sobre Deficiência, 2011
Prevalência de DI (crianças)1–3% da população pediátricaDSM-5; OMS
Prevalência de TEA1 em 36 crianças (~2,78%)CDC, MMWR 2023 (dados EUA 2020)
Prevalência TEA (Brasil)Estimada 1–2%Estudos regionais brasileiros

Como calcular

Formula básica População estimada com condição = População 0–17 anos × Taxa de prevalência

Exemplo (valores hipotéticos):

Fontes de dados nacionais

Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 — IBGE

URL: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/pns

Dado relevante: Prevalência de deficiência por tipo, faixa etária, UF.

ATENÇÃO: PNS não desagrega por município. Usar dados de MG como proxy.

Censo 2022 — Pessoas com Deficiência

URL: https://censo2022.ibge.gov.br/

Módulo “Pessoas com deficiência” (quando divulgado). Dado: população com deficiência intelectual, por faixa etária, município.

DATASUS — SIA (morbidade ambulatorial por CID)

URL: http://tabnet.datasus.gov.br/

Caminho: Informações de Saúde > Assistência a Saúde > Produção ambulatorial
Linha: CID-10 | Coluna: Faixa etária | Município: 315310 - Extrema
CID-10: F70–F79 (DI) e F84 (TEA) | Filtrar 0–17 anos

Cuidado

Dados do SIA refletem atendimentos registrados, não prevalência real. Usar como dado complementar, nunca como única fonte.

Tabela a preencher

CondicaoPrevalência adotadaFonte/referênciaPop. 0–17 ExtremaEstimativa
DI (F70–F79)___%
TEA (F84)___%
Sobreposicao DI+TEA(-) ___%
TOTAL ESTIMADO___
Nota Técnica Importante

Prevalência estimada não é demanda por serviço. Nem toda pessoa com DI/TEA necessita de serviço especializado de reabilitação. A demanda efetiva depende de gravidade, suporte familiar, idade/fase de desenvolvimento e comorbidades. Para fins deste relatório, considerar que entre 30% e 50% da população estimada necessita de serviço especializado. Esse parâmetro deve ser justificado com referência bibliográfica ou declarado como premissa técnica.

3.3 Dados do Censo 2022 — Pessoas com Deficiência em Extrema

O Censo 2022 incluiu módulo específico sobre pessoas com deficiência. Se os dados municipais já estiverem divulgados:

Onde encontrar: IBGE SIDRA (https://sidra.ibge.gov.br/) > Buscar tabelas do Censo 2022 com tema “Deficiência” > Filtrar: Município = Extrema-MG, Grupo de idade, Tipo de deficiência.

Tabela a preencher (se dados disponíveis)

Tipo de deficiência0–45–910–1415–17Total 0–17Fonte
IntelectualCenso 2022
Múltipla (inclui intelectual)Censo 2022
TOTAL
Se dados municipais não estiverem publicados

Registrar no relatório: “Dados municipais do Censo 2022 (módulo deficiência) não disponíveis na data de elaboração deste relatório. Adotadas estimativas com base em [fonte].”


4. Seção II — Demanda Reprimida

Objetivo: Quantificar a demanda não atendida (fila de espera, tempo médio de espera, encaminhamentos pendentes) para serviços de reabilitação TEA/DI no município.

Inserção no MROSC

A demanda reprimida é a evidência mais direta da “realidade” que o Art. 22, I, da Lei 13.019/2014 exige. Filas de espera extensas demonstram que a rede pública não dá conta da demanda — justificando a atuação complementar da OSC via Termo de Colaboração.

4.1 Fila de Espera — Regulação Local

O que coletar

DadoDescricao
N. total de pacientes aguardandoFila para cada especialidade de reabilitação
Tempo médio de esperaEm dias, por especialidade
Data de corteData da extração dos dados
Faixa etária dos pacientes em filaDistribuição 0–17 anos

Onde encontrar

A
SISREG (Sistema Nacional de Regulação)

URL: https://sisregiii.saude.gov.br/
Acesso: Solicitar login ao Setor de Regulação da SMS

  1. Relatórios > Solicitações pendentes
  2. Filtrar: Município solicitante = Extrema
  3. Filtrar: Procedimento (buscar procedimentos de reabilitação)
  4. Filtrar: Faixa etária 0–17 anos
  5. Exportar lista

Procedimentos relevantes no SIGTAP:

CódigoProcedimento
03.01.07.004-9Atendimento/acompanhamento em reabilitação do desenvolvimento neuropsicomotor
03.01.07.006-5Atendimento/acompanhamento de paciente em reabilitação intelectual
03.01.07.001-4Atendimento/acompanhamento de paciente em reabilitação
03.01.01.007-2Sessao de psicoterapia individual
03.01.01.005-6Sessao de fonoaudiologia
03.01.01.004-8Sessao de terapia ocupacional
03.01.01.003-0Sessao de fisioterapia
Atenção

Se Extrema não utiliza SISREG para regulação de reabilitação (regula internamente), registrar essa informação e usar a fonte alternativa abaixo.

B
Sistema de regulação local / Planilha de fila de espera

Solicitar ao Setor de Regulação ou diretamente ao Centro Integrar:

Se a fila não é informatizada

Registrar como achado crítico: “O município não dispõe de sistema informatizado de regulação para serviços de reabilitação. A fila de espera é controlada por [método]. Essa limitação dificulta a quantificação precisa da demanda reprimida.”

C
e-SUS AB — Encaminhamentos realizados

Sistema: e-SUS AB (PEC ou CDS)
Caminho: Relatórios > Atendimento Individual > Filtrar por CIAP/CID

Dado extraido: número de encaminhamentos da AB para serviço de reabilitação TEA/DI nos ultimos 12 meses. Esse dado é proxy de demanda incidente.

Tabela a preencher

EspecialidadeN. em filaTempo médio espera (dias)Faixa etáriaFonteData extração
Psicologia0–17__/__/2026
Fonoaudiologia0–17__/__/2026
Fisioterapia0–17__/__/2026
Terapia Ocupacional0–17__/__/2026
Neuropediatria (referência)0–17__/__/2026
TOTAL___Media: ___

4.2 Produção Ambulatorial Atual — BPA/SIA

O que coletar: número de atendimentos realizados nos ultimos 12 meses em serviços de reabilitação para a população 0–17 anos com DI/TEA em Extrema.

Onde encontrar

A
DATASUS — TabNet — Produção ambulatorial (SIA/SUS)

URL: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sia/cnv/qbmg.def

  1. Linha: Procedimento
  2. Coluna: Mes atendimento
  3. Conteudo: Quantidade aprovada
  4. Período: ultimos 12 meses
  5. Município: 315310 — Extrema
  6. Procedimento: selecionar grupo 03.01.07 (Reabilitação)
  7. Clicar “Mostra”
B
BPA — Dados locais

Solicitar ao setor de faturamento da SMS:

Nota Prática

Se a APAE já presta serviços informalmente ou via instrumento anterior, esses dados de produção sao essenciais para demonstrar continuidade e volume. Incluir no relatório como evidência de capacidade operacional da OSC.

Tabela a preencher

Procedimento SIGTAPCod.Qtde 12 mesesMedia/mêsFonte
Reab. neuropsicomotora03.01.07.004-9
Reab. intelectual03.01.07.006-5
Sessao psicoterapia03.01.01.007-2
Sessao fonoaudiologia03.01.01.005-6
Sessao terapia ocupacional03.01.01.004-8
Sessao fisioterapia03.01.01.003-0
TOTAL______

4.3 Programação Pactuada Integrada (PPI)

O que verificar: se há serviços de reabilitação contratados em outros municípios para atender a população de Extrema (referência intermunicipal).

Onde encontrar: Solicitar a CIR (Comissão Intergestores Regional) ou ao Setor de Regulação a PPI vigente para Extrema. Verificar se há procedimentos de reabilitação pactuados em referência.

Se não há PPI para reabilitação

Registrar: “Não há procedimentos de reabilitação intelectual/TEA pactuados via PPI para referência intermunicipal, o que reforça a necessidade de oferta local.”


5. Seção III — Capacidade Instalada

Objetivo: Mapear todos os serviços existentes no município que atendem (ou poderiam atender) a população 0–17 com DI/TEA, incluindo rede própria, conveniada e complementar.

Inserção no MROSC

Demonstrar a capacidade instalada atual é essencial para quantificar o gap assistencial (Seção 6). No contexto do Termo de Colaboração, a OSC atua de forma complementar ao SUS (CF/88, Art. 199, § 1º). Se a rede própria já supre a demanda, não há justificativa para parceria. O mapeamento da capacidade demonstra, com dados do CNES, que a rede é insuficiente.

5.1 Consulta ao CNES

O que coletar

DadoDescricao
Estabelecimentos de saúdeQue prestam serviços de reabilitação em Extrema
Serviços especializados cadastradosCódigo e descrição do serviço no CNES
Profissionais vinculadosPor CBO, carga horaria
Tipo de atendimentoSUS, particular, conveniado

Onde encontrar

A
CNES — Consulta por município

URL: http://cnes.datasus.gov.br/

  1. Consultas > Estabelecimentos
  2. UF: MG | Município: Extrema
  3. Listar todos os estabelecimentos
  4. Para cada estabelecimento relevante, abrir “Serviços Especializados” e “Profissionais”

Estabelecimentos a verificar:

B
CNES — TabNet (dados agregados por CBO)

URL: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?cnes/cnv/prid02mg.def

  1. Linha: CBO
  2. Coluna: Não ativa
  3. Conteudo: Carga horaria ambulatorial
  4. Município: 315310 — Extrema
  5. Filtrar CBOs relevantes: 2251 (Fisioterapeuta), 2238 (Fonoaudiologo), 2515 (Psicologo clínico), 2239 (Terapeuta Ocupacional), 2231 (Médico clínico), 2253 (Médico pediatra)

Tabela a preencher

EstabelecimentoCNESServiço cadastradoProfissional (CBO)CH SUS semanalTipoPúblico atendido
Centro Integrar0–17 DI/TEA
APAE Extrema
UBS [nome] (eMulti)
[Outro]
TOTAL CH/semana___h

5.2 Capacidade de Atendimento por Especialidade

Como calcular

Capacidade mensal por profissional Capacidade/mês = (CH semanal × 4,33 semanas) × Taxa de aproveitamento

Parâmetros:

Exemplo de cálculo detalhado

Fonoaudiologo com 20h/semana:

  • Horas disponíveis/mês: 20 × 4,33 = 86,6h
  • Horas clínicas (80%): 69,3h
  • Atendimentos individuais (1h incluindo registro): 69 atendimentos/mês
  • Se 30% grupo (média 4 pacientes/sessao de 2h): efetivo ~ 90 pacientes/mês

Tabela a preencher

EspecialidadeCH total semanal (CNES)Horas clínicas/mês (80%)Atend. individuais/mêsAtend. grupo/mêsCapacidade total pac/mês
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Psicologia
Terapia Ocupacional
TOTAL___h___h_________

5.3 Parâmetro SERDI para Referencia

A Deliberação CIB-SUS/MG n. 1.403/2013, Art. 8, estabelece parâmetro de 100 a 150 usuarios/mês por equipe SERDI Tipo I.

[Fonte: Deliberação CIB-SUS/MG n. 1.403/2013 | Art. 8 | Vigente]

Equipe mínima SERDI Tipo I (Art. 9)

ProfissionalCH mínima semanal
Médico (clínico ou pediatra)8h
Psicologo20h
Fonoaudiologo20h
Terapeuta Ocupacional20h
Fisioterapeuta20h
Assistente Social20h
TOTAL108h
Alerta Crítico — Equipe Atual vs. SERDI

Conforme Ata de Reunião CRIE/APAE (29/01/2026), a proposta do Centro Integrar contempla 4 profissionais (Fisio, Fono, Psico, TO) a 20h/semana cada, totalizando 80h/semana e R$ 19.885,25/mês (Piso Prefeitura + dissidio 4,77%). A equipe NAO inclui médico, o que impede habilitação como SERDI e, consequentemente, cofinanciamento estadual.

Nota Prática — Questao do Médico

Foram discutidas alternativas para a ausência de médico: (1) exclusão temporária devido a complexidade de precificação; (2) inclusão futura via aditivo ao Termo de Colaboração; (3) matriciamento — médico da rede própria (SMS) atua como referência/matriciador da equipe APAE, sem compor o quadro da OSC. A Diretoria Administrativa da SMS confirmou que o aditivo pode ser feito “a qualquer momento” sem necessidade de novo processo.

Nota Prática — Assistente Social

Profissionais da OSC que já recebem custeio da Assistência Social (SMAS) não podem acumular vínculos no mesmo horário. Os orçamentos de Saúde e Assistência Social são centros de custo distintos. Se houver compartilhamento, o profissional precisa de contrato separado para as horas dedicadas a Saúde. Verificar se a CH via SMAS pode ser computada para futura habilitação SERDI.


6. Seção IV — Análise de Gap Assistencial

Objetivo: Confrontar a demanda estimada (Seções 3 + 4) com a capacidade instalada (Seção 5) para quantificar o déficit por especialidade.

Inserção no MROSC

O gap assistencial é o argumento central do diagnóstico. No silogismo exigido pelo Art. 22, I, da Lei 13.019/2014, o gap demonstra que a “realidade” (demanda) excede a capacidade instalada, justificando a parceria como instrumento para suprir a lacuna. Órgãos de controle (TCE-MG, CMS) avaliarão se o gap é crível e se os cálculos são transparentes.

6.1 Formula de Cálculo

Gap assistencial GAP = Demanda estimada − Capacidade instalada atual

Onde:

Atenção — Unidade de Medida

A demanda deve ser expressa em “pacientes que necessitam atendimento mensal continuado”, não em “atendimentos avulsos”. Ajustar a conversão: se 1 paciente recebe em média 4 sessoes/mês, entao: capacidade em pacientes = capacidade em sessoes ÷ 4.

Tabela de gap por especialidade

EspecialidadeDemanda estimada (pac/mês)Capacidade atual (pac/mês)GAP (déficit)% cobertura atual
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Psicologia
Terapia Ocupacional
Médico (neuro/pediatra)
TOTAL____________%

Como interpretar

6.2 Análise de Sensibilidade (recomendado)

Como as estimativas de prevalência variam conforme a fonte, apresentar cenários:

CenárioPrevalência TEA+DI adotadaPop. estimada 0–17Necessitam serviço (40%)CapacidadeGap
Conservador2,0%
Intermediário3,0%
Ampliado4,5%
Forca argumentativa

Essa tabela demonstra que, mesmo no cenário mais conservador, o gap persiste — fortalecendo a justificativa perante órgãos de controle.

6.3 Impacto Financeiro da Nao-Habilitação SERDI

Incluir comparativo de cenários financeiros para demonstrar a relevância da habilitação futura:

CenárioCusteio municipalCofinanciamento estadualCusto líquido município
Sem SERDI (situação atual)R$ 238.623/anoR$ 0R$ 238.623/ano
Com SERDI habilitadoR$ 238.623/ano + médicoProdutividade SES-MGR$ 238.623 − recebido
Nota Prática — Cofinanciamento Estadual

Conforme orientação da Diretoria Administrativa da SMS, o cofinanciamento estadual SERDI é por produtividade (similar a tabela SUS). Estima-se que seria possível chegar a R$ 25.000/mês com o contrato adequado e equipe completa. O valor atual recebido e de aproximadamente R$ 10.000/mês. Esses dados devem ser confirmados com a SES-MG antes da inclusão no relatório final.


7. Seção V — Público-Alvo

Objetivo: Caracterizar detalhadamente a população que será atendida pela parceria proposta.

Inserção no MROSC

O Art. 22, I, da Lei 13.019/2014, exige que o diagnóstico demonstre o nexo entre a realidade e as metas da parceria. A caracterização detalhada do público-alvo (CID, faixa etária, território) permite ao Plano de Trabalho definir metas específicas e mensuráveis, e a Comissão de Monitoramento e Avaliação verificar se a parceria atinge o público previsto.

7.1 Perfil Epidemiologico — Dados do e-SUS AB

O que coletar

DadoDescricao
Pacientes cadastrados com CID F70–F79, F84Número, sexo, idade, território
Pacientes em acompanhamento ativoCom atendimento nos ultimos 6 meses
Distribuição por territórioMicroarea, ESF de referência

Onde encontrar

Sistema: e-SUS AB (PEC — Prontuário Eletrônico do Cidadao)
Acesso: Coordenador da AB ou Responsável pelo e-SUS na SMS

  1. Relatórios > Consolidados > Cadastro Individual
  2. Filtrar: Faixa etária 0–17 anos
  3. Filtrar: CID principal: F70, F71, F72, F73, F79, F84, F84.0, F84.1, F84.5, F84.9
  4. Exportar lista anonimizada (sem nomes — apenas sexo, idade, microarea)

Alternativa: Relatório de atendimento individual > Filtrar CID e faixa etária > Período: ultimos 12 meses

Tabela a preencher

CID-10DescricaoN. pacientes 0–17 cadastradosN. em acompanhamento ativoFonte
F70Deficiência intelectual levee-SUS AB
F71Deficiência intelectual moderadae-SUS AB
F72Deficiência intelectual gravee-SUS AB
F73Deficiência intelectual profundae-SUS AB
F79Deficiência intelectual não especificadae-SUS AB
F84.0Autismo infantile-SUS AB
F84.1Autismo atipicoe-SUS AB
F84.5Sindrome de Aspergere-SUS AB
F84.9TGD não especificadoe-SUS AB
TOTAL______
Nota Terminológica

A CID-10 ainda utiliza “Retardo mental” (F70–F79). O DSM-5 e a CID-11 adotam “Deficiência Intelectual”. No relatório, usar a terminologia atualizada na redação, referenciando o código CID-10 entre parênteses para precisão técnica.

7.2 Dados do CadUnico

O que coletar: número de familias com membros 0–17 anos que possuem BPC (Beneficio de Prestação Continuada) por deficiência intelectual ou autismo.

Onde encontrar

Sistema: CadUnico (acesso via SMAS — Secretaria Municipal de Assistência Social)
Solicitar ao CRAS/SMAS:

Sistema alternativo: VIS DATA / Painel BPC
URL: https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/vis/data3/
Caminho: Selecionar “BPC” > Município: Extrema > Desagregar por faixa etária

Tabela a preencher

IndicadorQuantidadeFonteData consulta
Beneficiarios BPC-deficiencia 0–17 anosCadUnico/SMAS__/__/2026
Destes, com deficiência intelectualCadUnico/SMAS__/__/2026
Familias em vulnerabilidade (Bolsa Familia) com membro 0–17 DI/TEACadUnico/SMAS__/__/2026

7.3 Distribuição Territorial

O que coletar: concentração geográfica dos pacientes por território/bairro/microarea de ESF.

Como fazer

  1. A partir dos dados do e-SUS AB (item 7.1), agrupar pacientes por microarea/ESF
  2. Identificar areas de maior concentração
  3. Verificar distancia dessas areas ao Centro Integrar

Tabela a preencher

ESF/UBS de referênciaMicroareaN. pacientes 0–17 DI/TEA% do total
TOTAL___100%
Nota Prática — Transporte

Discutiu-se a possibilidade de incluir o transporte de pacientes no escopo do Termo de Colaboração. A OSC faria orçamento para locação de veículo com motorista, incorporando ao custo mensal. Essa informação territorial é relevante para dimensionar a necessidade de transporte e justificar o custo.

7.4 Critérios de Inclusao e Exclusao

Registrar no relatório os critérios que definem quem e elegivel para o serviço:

Critérios de inclusão

Critérios de exclusão

Transição dos Adultos

Conforme Ata CRIE/APAE (29/01/2026), existem atualmente 32 adultos (>18 anos) em atendimento no Centro Integrar, além de 2 grupos de 12 no serviço de convivência. Esses pacientes deverão ser realocados para o Centro de Reabilitação Física (CRF/Rodolfo), conforme plano de transição a ser elaborado. Essa transição deve ser mencionada no relatório como medida de adequação do público-alvo.


8. Seção VI — Conclusão Fundamentada

Objetivo: Sintetizar os achados das seções anteriores em um texto conclusivo que demonstre inequivocamente a necessidade do serviço e seu alinhamento com os instrumentos de planejamento do SUS.

Inserção no MROSC

A conclusão é o ponto de convergência de todo o diagnóstico. Ela fecha o silogismo exigido pelo Art. 22, I, da Lei 13.019/2014: premissa 1 (a necessidade existe) + premissa 2 (a rede é insuficiente) + premissa 3 (a parceria é o instrumento adequado) = conclusão (justifica-se o Termo de Colaboração). Além disso, deve demonstrar alinhamento com o PMS e o PAS, conforme exigência do Art. 22, I.

8.1 Estrutura da Conclusão

A conclusão deve seguir esta lógica argumentativa:

Premissa 1 — A Necessidade Existe

“Conforme demonstrado na Seção I, a população estimada de crianças e adolescentes com DI e/ou TEA em Extrema é de [N] indivíduos (faixa 0–17 anos). A demanda reprimida (Seção II) indica [N] pacientes em fila de espera, com tempo médio de [N] dias para [especialidade]. [Fonte: SISREG/regulação local, consulta DD/MM/AAAA]”

Premissa 2 — A Rede Atual é Insuficiente

“A capacidade instalada (Seção III) é de [N] pacientes/mês, representando cobertura de apenas [N]% da demanda estimada. O gap assistencial (Seção IV) é de [N] pacientes/mês sem acesso a serviço especializado de reabilitação. [Fonte: CNES/elaboração própria]”

Premissa 3 — A Parceria é o Instrumento Adequado

“A celebração de Termo de Colaboração com OSC especializada, nos termos da Lei 13.019/2014, é o instrumento adequado para suprir essa lacuna, considerando: (a) a natureza complementar do serviço ao SUS (CF/88, Art. 199, § 1º); (b) a existência de OSC com experiência comprovada e capacidade instalada no município; (c) o alinhamento com o PMS [período], Diretriz [N], Meta [N]; (d) a previsão no PAS [exercício], Ação [N].”

Modelo de texto conclusivo

“Diante do exposto, resta demonstrada a necessidade de prestação de serviços especializados de reabilitação para crianças e adolescentes com DI e TEA (0–17 anos), conforme diagnóstico apresentado neste relatório. Recomenda-se o prosseguimento do processo administrativo para celebração de Termo de Colaboração com OSC, nos termos do Art. 22 da Lei 13.019/2014.”

8.2 Alinhamento com PMS e PAS

O que coletar

DocumentoOnde encontrarO que buscar
PMS (Plano Municipal de Saúde)SMS, site da prefeitura, ou CMSMetas e acoes sobre pessoa com deficiência, RAPS, reabilitação
PAS (Programação Anual de Saúde)SMSAcoes do exercício 2026 para reabilitação/saúde mental
RAG (Relatório Anual de Gestão)SMSResultados anteriores, metas não atingidas
LOA 2026Secretaria de Fazenda, site da Camara MunicipalDotação orçamentária para saúde, subfunção reabilitação

Como citar no relatório

Transcrever literalmente as metas/acoes do PMS relacionadas ao objeto:

“O PMS [período], aprovado pela Resolução CMS n. __/__, preve na Diretriz [N], Objetivo [N], Meta [N]: ‘[transcrição literal da meta]’. O serviço proposto atende diretamente a esta meta.”
Se o PMS não menciona explicitamente reabilitação DI/TEA

Registrar: “O PMS não menciona explicitamente serviços de reabilitação para DI/TEA. Entretanto, as diretrizes [N] e [N] contemplam [tema generico relacionado]. Recomenda-se inclusão explicita na revisão do PAS [exercício] e/ou aditamento ao PMS, conforme deliberação do CMS.”

Dotação orçamentária

CampoConteudoOnde encontrar
Função10 — SaúdeLOA 2026
Subfunção302 — Assistência Hospitalar e AmbulatorialLOA 2026
Programa[Número e nome do programa]LOA 2026
Ação[Número e nome da ação]LOA 2026
Fonte de recurso[Código e descrição]LOA 2026
Valor disponívelR$ [valor]Confirmação com Sec. Fazenda
Nota Prática — Fonte de Recurso

Conforme orientação da Diretoria Administrativa da SMS, o custeio inicial será por Fonte 1 (recursos próprios do município). Se houver habilitação SERDI futura junto ao Estado, a fonte será trocada para cofinanciamento estadual (por produtividade). Estima-se que o município tem disponibilidade de até R$ 25.000/mês para esta parceria.

Checklist da conclusão


9. Seção VII — Anexos Obrigatorios

Cada anexo deve ser identificado com “ANEXO [N] — [TITULO]” e referenciado no corpo do relatório.

N.AnexoFormatoFonteObrigatório
1Extrato IBGE — População Extrema por faixa etáriaPDF/printIBGE Cidades ou SIDRASim
2Extrato DATASUS/TabNet — Produção ambulatorial reabilitaçãoPDF/CSVTabNetSim
3Extrato CNES — Estabelecimentos e profissionais de reabilitaçãoPDF/printCNES DataSUSSim
4Extrato fila de espera (SISREG ou planilha local)PDF/XLSXRegulação SMSSim
5Relatório e-SUS AB — Pacientes 0–17 por CID F70–F79, F84PDFe-SUS AB/PECSim
6Dados CadUnico/BPC (via SMAS)Ofício-respostaSMAS/CRASRecomendado
7Trecho do PMS com metas relacionadasPDF (pags. relevantes)SMS/CMSSim
8Trecho do PAS com acoes do exercícioPDFSMSSim
9Trecho da LOA com dotação orçamentáriaPDFSec. FazendaSim
10Planilha de cálculo do gap assistencial (Seção 6)XLSXElaboração própriaSim
11Deliberação CIB-SUS/MG 1.403/2013 (parâmetros SERDI)PDFSES-MGRecomendado
12PPI vigente (se aplicável)PDFCIR/RegulaçãoSe existente
Dica Operacional

Ao extrair dados de sistemas web (TabNet, CNES, IBGE), salvar a tela como PDF diretamente (Ctrl+P > Salvar como PDF). Incluir a URL e data de consulta no rodape do print.


10. Modelo Completo (Template)

Template consolidado do relatório final. Copiar, preencher os campos em branco e ajustar o texto conforme dados reais.

Relatório Técnico de Demanda — Diagnóstico de Necessidades



Apêndice A — Glossário de Sistemas e Siglas

SiglaNome completoURLDescricao
BPABoletim de Produção AmbulatorialSistema localRegistro de produção ambulatorial
BPCBeneficio de Prestação ContinuadaINSS/SMASBeneficio assistencial para PcD
CadUnicoCadastro Único para Programas SociaisSMAS/CRASRegistro de familias em vulnerabilidade
CERCentro Especializado em ReabilitaçãoRede de Cuidados PcDServiço de referência regional
CMSConselho Municipal de SaúdeÓrgão localControle social do SUS
CNESCadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúdecnes.datasus.gov.brRegistro de serviços e profissionais SUS
e-SUS ABEstratégia e-SUS Atenção BásicaSistema local (PEC)Prontuário eletrônico da AB
LOALei Orçamentária AnualCamara MunicipalOrcamento público do exercício
MROSCMarco Regulatório das Organizações da Sociedade CivilLei 13.019/2014Regime jurídico de parcerias com OSCs
OSCOrganização da Sociedade CivilEntidade privada sem fins lucrativos
PASProgramação Anual de SaúdeDocumento localOperacionalização anual do PMS
PMSPlano Municipal de SaúdeDocumento localPlanejamento quadrienal do SUS municipal
PPIProgramação Pactuada IntegradaDocumento regional (CIR)Pactuação oferta/demanda entre municípios
RAPSRede de Atenção PsicossocialPortaria 3.088/2011Rede de saúde mental
SERDIServiço de Reabilitação em Deficiência IntelectualSES-MGPrograma estadual MG (CIB 1.403/2013)
SIA/SUSSistema de Informações AmbulatoriaisVia TabNetProdução ambulatorial aprovada
SIGTAPSist. Gerenciamento da Tabela de Procedimentossigtap.datasus.gov.brTabela de procedimentos SUS
SISREGSistema Nacional de Regulaçãosisregiii.saúde.gov.brRegulação de acesso a serviços SUS
TabNetTabulador de dados do DATASUStabnet.datasus.gov.brConsulta a bases nacionais de saúde

Apêndice B — Checklist de Auto-Revisão

Antes de submeter o relatório, verificar cada item:

Completude

Qualidade dos Dados

Consistência Numérica

Conformidade Legal (MROSC)

Redação

Proteção de Dados


Apêndice C — Fluxograma Completo do Processo MROSC

Visao completa do processo administrativo de formalização do Termo de Colaboração, com indicação de onde cada documento se insere:

flowchart TD A["FASE 1: PREPARACAO"] --> A1["Diagnóstico Situacional\n(ESTE DOCUMENTO)"] A1 --> A2["Justificativa de\nInexigibilidade de\nChamamento Público"] A2 --> A3["Ofício SMS para APAE\n(provocação + diagnóstico\n+ justificativa INEX)"] A3 --> B["FASE 2: MANIFESTACAO"] B --> B1["APAE manifesta interesse\n(resposta ao ofício)"] B1 --> B2["SMS solicita Plano\nde Trabalho"] B2 --> B3["APAE elabora e envia\nPlano de Trabalho"] B3 --> C["FASE 3: ANALISE"] C --> C1["SMS analisa e aprova\nPlano de Trabalho"] C1 --> C2["Parecer técnico\nde conformidade"] C2 --> C3["Encaminhamento ao Setor\nde Licitações"] C3 --> D["FASE 4: FORMALIZACAO"] D --> D1["Análise jurídica\n(Procuradoria)"] D1 --> D2["Publicação do extrato\nno Diario Oficial"] D2 --> D3["Assinatura do Termo\nde Colaboração"] D3 --> E["FASE 5: EXECUCAO E MONITORAMENTO"] E --> E1["Comissão de Monitoramento\ne Avaliação"] E1 --> E2["Prestação de Contas\n(Art. 63-72, Lei 13.019/2014)"] style A fill:#E6F5F4,stroke:#0E7C7B,color:#0C1E2E style B fill:#FDF3E7,stroke:#C67A3C,color:#0C1E2E style C fill:#EFF7F1,stroke:#3D8B5E,color:#0C1E2E style D fill:#F0F0FA,stroke:#6B5CA5,color:#0C1E2E style E fill:#FDE8EB,stroke:#B5303E,color:#0C1E2E

Fluxograma completo do processo MROSC — Termo de Colaboração Centro Integrar/APAE

Referencias Normativas

NormaConteudo relevante
Lei 13.019/2014 (MROSC)Regime jurídico de parcerias com OSCs: Termo de Colaboração (Art. 16), Chamamento Público (Art. 24), Dispensa (Art. 30), Inexigibilidade (Art. 31), Diagnóstico (Art. 22, I)
Lei 13.204/2015Alteracoes ao MROSC; revogou título de Utilidade Pública Federal
Decreto 8.726/2016Regulamenta o MROSC no ambito federal
Deliberação CIB-SUS/MG 1.403/2013Equipe mínima SERDI (Art. 9), parâmetros operacionais (Art. 8)
CF/1988, Art. 199, § 1ºParticipação complementar da iniciativa privada no SUS
Lei 13.709/2018 (LGPD)Proteção de dados pessoais — anonimização obrigatória

Manual Operacional — Diagnóstico Situacional TEA/DI — Centro Integrar
Elaboração: Sistema de Apoio a Contratacoes Publicas — Extrema/MG
Versão 3.0 — Fevereiro de 2026